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MINISTRO DO TRABALHO VISITA A NOVA CENTRAL SINDICAL
em 02-04-2013 10:10:00 (341 leituras)

Para o diretor da entidade e presidente da FETASP/PB, a conversa do ministro com a Nova Central Sindical dos Trabalhadores, representa um marco importante nas relações do mundo do trabalho para os servidores públicos, ele demonstrou em seu discurso a vontade de avançar na busca do diálogo com as centrais sindicais, para construir a partir dos resultados advindos desse exercíco democrático, uma relação fraterna que renda dividendos sólidos para o encaminhamento de demandas e projetos conjuntos que ao  final, consolidem o  protagonismo do Miministronistério do Trabalho e Emprego, na busca da justiça social através do fortalecimento dos mais fracos, com isso, mesmo considerando um espaço de tempo muito curto durante sua gestão, que possivelmente terminaria ao final do governo da presidente Dilma, estaria aceitando o desafio na condição de representante do governo, para encontrar solução adequada de gerenciamento do conflito que é inerente à democracia, disse Fernando Borges.



Há poucos dias no comando da pasta, o novo ministro do Trabalho, Manoel Dias, está percorrendo o País com o objetivo de estreitar o relacionamento do Ministério do Trabalho com as centrais sindicais. No dia 27 de março, Dias fez uma visita de cortesia às dependências da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

Na ocasião do encontro, Manoel Dias foi convidado a conhecer a estrutura da NCST e logo após um rápido bate-papo com as lideranças sindicais ligadas à Nova Central, o ministro participou de um almoço, que tornou a visita ainda mais informal e descontraída. Na roda de bate-papo, Manoel Dias e lideranças sindicais próximas na mesa relataram as dificuldades enfrentadas pelo movimento sindical nos tempos de ditadura. Outros assuntos como distribuição de renda e desenvolvimento econômico também foram abordados.

Ao encerrar o almoço, o anfitrião e presidente da NCST, José Calixto Ramos, saudou a visita do novo ministro e se disse horando com a visita. Em rápido discurso de boas vindas, Calixto afirmou: “Estou seguro de que a partir desse novo cenário, surge uma ótima oportunidade para um maior estreitamento das relações da Nova Central Sindical com o Ministério do Trabalho”. O anfitrião destacou também, a extensa representatividade da Nova Central que engloba trabalhadores dos mais diversos setores da sociedade e que, ano após ano, aumenta o número de sindicatos, federações e confederações filiadas. “Hoje a Nova Central conta com 1080 sindicatos filiados, 5 confederações e 63 federações. Essa solidez foi conquistada à base de muita credibilidade, disse.

José Calixto advertiu sobre a necessidade do ministério rever a Instrução Normativa nº 01 de 2013, que desrespeitou decisões já pacificadas do Supremo Tribunal Federal (STF), quanto ao recolhimento da contribuição sindical no setor público. Também reivindicou a participação de representação das quinze confederações de trabalhadores oficialmente existentes em conselhos que tratam de assuntos pertinentes aos planos confederativos. "Atualmente, o governo limita a participação exclusivamente das centrais sindicais", disse.

O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, João Domingos, também expressou sua satisfação diante a posse de Manoel Dias à frente do Ministério do Trabalho. “Espero e acredito que o Ministério do Trabalho, em sua gestão, recupere seu protagonismo. Desejo que a nova gestão possa estabelecer um relacionamento com as entidades sindicais com respeito e sem discriminação”, disse. O presidente da CSPB destacou o perfil negociador da Nova Central no âmbito de suas ações: “A greve, nas reivindicações da NCST, costuma ser o último recurso utilizado”, afirmou.

João Domingos aproveitou o encontro para alertar o novo ministro do Trabalho sobre a urgência da regulamentação da Convenção 151 da OIT. “O Brasil está inadimplente há dois anos com relação à Convenção 151. Se não houver empenho do governo e das partes interessadas, corremos um sério risco de chegarmos na Conferência da OIT, em junho deste ano, sem termos essa questão resolvida. Já existe denúncia contra o governo brasileiro pelo descumprimento desta importante Convenção, destacou Domingos. O presidente da CSPB convidou o ministro para participar da próxima Reunião Anual da Organização Internacional do Trabalho, a se realizar no mês de junho em Genebra, na Suíça, cuja pauta será, justamente, as relações de trabalho do setor público. 

Após a fala do presidente da CSPB, diversas lideranças apresentaram suas demandas ao novo ministro que, ao ouvi-las atentamente, prometeu se empenhar para corresponder às expectativas. “Eu quero imprimir na minha gestão, uma postura de estar sempre ao lado do mais fraco e, com isso, colaborar no sentido de promover um equilíbrio de forças na sociedade”, disse.

fb2 Em seu discurso, Manoel Dias informou que está no ministério em nome de um projeto coletivo e que precisa do apoio das centrais sindicais para exercer um trabalho para o qual tem pouco mais de um ano. O ministro concordou com as reivindicações apresentadas pelas lideranças sindicais ligadas à Nova Central e anunciou que vai realizar um Fórum Nacional para debater e propor encaminhamentos relacionados ao resgate do Ministério do Trabalho com as demandas sindicais e trabalhistas.
 
Manoel Dias também reforçou a importância da educação e da capacitação técnica para o desenvolvimento nacional prometeu muito empenho, dentro de sua esfera de atuação, para permitir que mais brasileiros se qualifiquem e tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho. O novo ministro se disse aliado das entidades sindicais e destacou: “Eu sou um soldado, eu sou um sócio de tudo o que vocês me apresentaram aqui”, concluiu Manoel Dias que, logo após seu discurso, recebeu uma salva de palmas das lideranças presentes.

Após o discurso do novo ministro do Trabalho, o diretor de Assuntos Parlamentares da Nova Central, Fernando Bandeira, se disse muito otimista quanto ao desempenho de Manoel Dias e salientou algumas qualidades do novo ministro: “Manoel Dias é um político ideológico, é um trabalhista, sempre foi trabalhista. E a Nova Central tem um princípio trabalhista. A visita ministro às nossas dependências, me pareceu um aceno para a execução de um trabalho pautado em objetivos, sem discriminar nem sofrer nenhuma ingerência de qualquer Central. Acredito que Manoel Dias irá fazer com que a organização sindical permaneça de acordo com a nossa CLT e de acordo com a nossa Constituição”, afirmou Bandeira.

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